Alexandre era um garoto pobre que vivia numa favela de Copacabana na cidade do Rio de Janeiro e mesmo morando em um local tão privilegiado, sua condição não era assim, morava com seus pais e mais quatro irmãos, sua afinidade era por Augusto, que mesmo tendo grande diferença de idade era seu melhor companheiro, este contava histórias, dormia junto de seu irmão, em fim, era quem fazia sua vida ser diferente. Assim como tantos outros meninos de sua idade, Alexandre, nos dias de sol ia vender alimentos na praia, sorvete, amendoim, biscoito etc. essa atividade afastava-o ainda mais da escola, onde deveria ser o local mais oportuno para uma criança. Como sua família era desestrutura, em todos sentidos inclusive nos laços afetivo, a ele não restava senão seguir as ordens e sonhar com as histórias que seu irmão contava.
O que Alexandre ouvia de Augusto era tão somente fruto de uma imaginação capaz de provocar a curiosidade e fazer uma verdadeira transformação no seu destino, Augusto sabia que somente através da educação poder-se-ia esperar um futuro melhor, de tal maneira que foi capaz de defender a permanência de seu irmão na escola, mesmo que as condições em casa não fossem as melhores. Embora não tenha durado por muito tempo, foi o suficiente para Alexandre conhecer um jeito novo de ver a escola, um jeito apaixonante, convidativo e encantador, um olhar diferente na educação. A professora da maleta era uma mulher jovem e gorducha, que não se dava por satisfeita com os métodos tradicionais das escolas, em suas aulas estava sempre sorrindo e disposta a passar ensinamentos de uma forma diferente e mais eficaz na aprendizagem; seus pacotes coloridos excitavam a curiosidade e proporcionava novas descobertas sem sair da sala de aula.
Impulsionado pelas histórias ouvidas através de seu irmão, Alexandre teve coragem de seguir por todo o mundo em busca da casa da madrinha, uma “casa prometida” e prometida por sua fortaleza, um lugar mágico onde de um lado se via o mar e de outro o mato, um lugar especial, onde sua madrinha esperava sua visita que a tanto tempo não acontecia, seria uma viagem especial, uma chance para conhecer que aquele mundo não era tão injusto como parecia, e onde se podia encontrar todos os seus sonhos.
Nessa viagem conheceu o pavão que tinha uma história também muito semelhante a sua pelo sofrimento porque passou, em sua vida encontrou o marinheiro João das mil e Uma namoradas, as quais foram presenteadas cada uma delas com as penas do pavão, quanto sofrimento ter que arrancar uma pena sempre que se aproximava de um porto, a sua sorte é que depois de ficar sem penas foi encontrado por uma médicos de bichos que lhe dedicou total atenção para restabelecê-lo, mais como sua sorte era pouca, o bondoso médico de bichos achou de vendê-lo para um zoológico para lucrar um dinheirinho, afinal o pavão valia muito; tão sofrida foi a trajetória do pavão que é comovente, no zoológico foi roubado para desfilar na escola de samba, e como não podia ser diferente, impressionou com sua beleza; e ainda, foi vendido para embelezar os espaços vazios do jardim de uma casa de Copacabana.
Quando Alexandre encontra-se com o pavão, ele também havia passado por uma escola, era a “Osarta do pensamento”, um modelo semelhante aquela que deveria ser empregada na escola onde havia ensinado a professora da maleta, um ensino capaz de atender aos interesses dos donos de seus animais e fazê-los pensar limitadamente, assim seria fácil manipular e ter apenas o que se pretendia, até neste ponto as histórias são semelhantes, pois era esse tipo de escola que não suportava uma professora da maleta, pois sua visão inovadora, capaz de entender que o homem era parte da história, que criava e era por ela criado, prejudicava os interesses da Osarta do pensamento.
Seus módulos eram eficaz, o curso papo, linha e filtro, eram cursos diretos e objetivos, pois sua concepção entendia o homem como um Ser fora da história, nada tinha com ela, o nosso mundo foi criado para estarmos nele, e não interagíamos com ele, essa escola foi capaz de colocar um filtro na cabeça do pavão, para passa apenas o que era conveniente aos seus donos, mais coitado, quanta falta de sorte, por pouco conseguiu escapar, mais conseguiram terminar a operação, e seu filtro tinham um probleminha, emperrava sempre, fazendo-o ficar com o pensamento pingado, apenas repetindo o que ouvia, mais quando essa torneira abria, podia contar com detalhes toda sua trajetória.
Os dois se uniram nessa caminhada rumo a casa da madrinha, e foi uma casa de sonhos, partilhado com Vera, uma menina muito curiosa que deu apoio aos viajantes e serviu de para solidificar os sonhos mais felizes de seu novo amigo Alexandre, outros personagens completam essa história, como a gata da capa, amiga do pavão, os objetos da casa da madrinha, o cavalo Ah, que foi o transporte para o mundo dos sonhos, que durou, uma noite talvez, mais o suficiente para reforçar em Alexandre o desejo de estudar com a professora da maleta, e acreditar que depois de uma cerca escura, pode haver um mundo encantado cheio de novidades.
A escola Osarta pensamento ensinando Biologia
Simulação de uma aula da biologia na Escola Osarta do pensamento
Na escola Osarta do Pensamento o professor em sala de aula começa o dia com a Teoria da criação divina, onde adiciona elementos entendidos por ele como verdades absolutas.
- Enquanto modelava o homem com o barro sagrado, Deus foi distraído por uma linda borboleta que voava em toda a sua graça e, distraidamente, colocou todo o barro sagrado que restava a seu lado. Deus, em sua distração, soprou o ser modelado, dando-lhe vida. Este ser passou a ser conhecido como homem, até hoje, a humanidade ainda não decifrou este enigma divino.
- Quando entendermos como fomos criados é facilmente perceptível que existe um ser maior que todos nós, capaz de fazer o que não conseguimos explicar, e não há outra forma de existirmos se não por ele. Deus para punir os homens, criou a morte como castigo para os pecados e aqueles que se distanciam de sua presença está condenado a sofrer no fogo eterno.
- Deus é amor mais também é justiça, capaz de condenar a todos que se distanciam da sua luz, sigam sempre vigilantes aos seus atos para não caírem na tentação de desequilíbrio espiritual, pelo contrário tenham a certeza de que o castigo virá.
Esse modelo de escola não está tão distante de nós, ao entender o homem como um ser a - histórico ela não se preocupa em construir conhecimento levando em consideração o que entende cada aluno a respeito do assunto, no seu conceito, é ela que tem o conhecimento pronto e somente nela é possível se chegar à verdade, com isso renega as teorias que existiram nesta tentativa de chegar à conclusão da origem da vida humana na terra, onde estão os estudos feitos por Von Helmont, Francesco Redi, Jonh T. Needham, Lazzaro Spallanzani, Louis Pasteur...? As ideias da origem extraterrestre, por evolução química, o Big-Bang? Para Osarta isso nunca existiu, e confundiria as mentes incitando a curiosidade, e por conseqüência o desequilíbrio nesse meio.
Essa postura é redentora, e assim como a história narrada pelo professor da Osarta se confunde com a nossa escola pré-moderna, onde era compreendida como redentora da sociedade, a salvação não poderia ser alcançada fora dela, e somente nela se encontra a verdade, era dona de um conhecimento pronto e acabado. É importante citar os outros modelos de escola, que buscam uma evolução constante a partir do entendimento do homem como ser histórico.
Escola Reprodutivista → entende a escola como sendo um espaço que reproduz os desníveis sociais (não crítica)
Escola Transformadora → entende a educação como mediação de um projeto social. (crítica)
È nesse sentido que as aulas da professora da maleta eram diferentes, pois buscava criar um hábito de curiosidade no aluno para que seja crítico o suficiente e desenvolver suas habilidades criativas, não interpretando como lhe convir, mais auxiliando seu entendimento, e poder pesar o coerente da incoerência que pode acometer ao seu docente, por isso as cores despertavam interesse, pois era sabido que em cada pacote havia algo novo para ser descoberto, e essa possibilidade só foi possível porque a professora entendeu seus alunos, com seus problemas, suas limitação, como seres históricos.
Essa semana saiu a mais recente publicação do Tribuna Metropolitana, um jornal com ciculação nas cidades de Moreno, Vitória e Jaboatão há 13 anos com a total dedicação do senhor Izaías Carvalho, onde na página reportagem (pág. 05) trouxe um pequeno texto sobre as comemorações do meu aniversário que aconteceu no mês de outubro, diz o seguinte: "Em outubro quem fez idade nova foi o jovem Jamerson Soares, comemorou seus 22 anos de vida com muita festa: na sexta-feira no clube Manicômico em Olinda, no sábado um encontro festivo no escritório político do vereador Ubirajara Paz e no domingo uma Missa em Ação de Graças na Matriz N.S. da Conceição. Jamerson é estudante de Ciências Biológicas pela Universidade Federal Rural de Pernambuco e participa frequentemente dos eventos na sociedade morenense. Parabéns!" desde já agradeço aos que fazem o Tribuna Metropolitana, muito obrigado!
Em 20 de novembro é comemorado o dia da consciência negra, dessa forma senti a obrigação de buscar mais conhecimento a respeito de um assunto por muito tempo ignorado, as religiões afro-brasileiras. Assim como tudo que remota a cultura afro, não seria diferente, principalmente numa sociedade cheia de falsos moralistas que aderem a uma religião por conveniência e sem conhecer nem praticar sua doutrina.
Aos que dominam o assunto peço desculpas pela ignorância que pode me ocorrer às vezes em que me referir de forma erronia sobre algum assunto, mais também espero a compreensão, uma vez que essa análise deontológica da religião afro serve para quebrar o preconceito; e para valorizar as suas tradições, que mesmo não comungando com elas, merecem respeito e reconhecimento, sobretudo desse país que foi tão injusto com o negro, que depois de tanto tempo de escravidão o “liberta” e o deixa morrer com fome, sem dignidade. As lutas dos movimentos sociais vem para barrar essa diferença, e a elas quero unir forças e reafirmar que esse povo também, ou, sobretudo, é negro.
Por ocasião assistir o filme “besouro: nasce um herói” que conta a história de Manoel pereira nascido 10 anos após a abolição da escravatura, e como foi escolhido para ser líder foi perseguido, mais com as forças da natureza (orixás) se transforma no herói do seu povo, é forte a presença da religião afro-brasileira, tanto que Exu, quem protege Besouro exige reverência dele, uma vez que seu mestre Alípio havia morrido e cabia a Besouro a nova missão. (www.besousoofilme.com.br)
Candomblé (no vídeo uma homenagem da Caixa Econômica Federal)
Culto dos orixás, de origem totêmica e familiar, é uma das religiões afro-brasileiras praticadas principalmente no Brasil, pelo chamado povo santo, mas também em outros países como Uruguai, Agentina, Venezuela... Na Europa: Alemanha, Italia, Portugal e Espanha.
Embora confinado originalmente à população de negros escravizados, proibido pela Igreja Católica, e criminalizado mesmo por alguns governos, o candomblé prosperou nos quatro séculos, e expandiu consideravelmente desde o fim da escravatura em 1888. Estabeleceu-se com seguidores de várias classes sociais e dezenas de milhares de templos. Orixás do Candomblé, os rituais, e as festas são agora uma parte integrante da cultura e uma parte do folclore brasileiro.
Os orixás são deuses africanos que correspondem a pontos de força da Natureza e os seus arquétipos estão relacionados às manifestações dessas forças. As características de cada Orixá aproxima-os dos seres humanos, pois eles manifestam-se através de emoções como nós. Sentem raiva, ciúmes, amam em excesso, são passionais. Cada orixá tem ainda o seu sistema simbólico particular, composto de cores, comidas, cantigas, rezas, ambientes, espaços físicos e até horários.
Como resultado do sincretismo que se deu durante o período da escravatura, cada orixá foi também associado a um santo católico, devido à imposição do catolicismo aos negros. Para manterem os seus deuses vivos, viram-se obrigados a disfarçá-los na roupagem dos santos católicos, aos quais cultuavam apenas aparentemente.
No Candomblé cultuam-se muitos outros orixás, desconhecidos por leigos, por serem menos populares do que Xangô, Iansã, Oxossi e outros, mas com um significado muito forte para os adeptos dos cultos afro-brasileiros. Alguns são necessariamente cultuados, devido à ligação com trabalhos específicos que regem, para a saúde, morte, prosperidade e diversos assuntos que afligem o dia-a-dia das pessoas. Estes deuses africanos são considerados intermediários entre os homens e Deus, e por possuírem emoções tão próximas dos seres humanos, conseguem reconhecer os nossos caprichos, os nossos amores, os nossos desejos. É muito frequente dizer-se que as personalidades dos seus filhos são consequência dos orixás que regem as suas cabeças, desenvolvendo características iguais às destes deuses africanos.
Karoline Serpa tem 22 anos é estudante de Letras pela FAMASUL/Palmares-PE, cidadã de Primavera, município localizado a 60 KM da capital pernambucana; Recentemente começou a escrever poemas que traduzem sentimentos da alma, poemas fúnebres. Sua atitude traduz a dedicação de uma jovem comprometida com a popularização da leitura como sendo propriedade do bem comum, seus trabalhos:
Ecos de um Cemitério
Acalanto
Elegia
Casa inabitada
Autobiografia
A sombra
Reverter-me-ei ao que ora sou
Além de sua sensibilidade, Karoline é agradável e de uma doçura especial, realmente seu trabalho deve ser valorizado e divulgado, não somente pela grande consideração e respeito que lhe devoto, mais por descobrir seu talento, que até então desconhecia, em fim desejo sucesso e sorte, você merece!.
Elegia
A meu Pai
Valsa melodiosa em meu peito canta
Envolta no palpitar trêmulo desta lembrança
Doces recordações em sinfônica brisa
Achegam-se à alma pueril de outrora criança.
Ternos acalantos revestiam noites assustadas
Embalada no tênue aconchego de mãos cansadas
Um espelho quebrado reflete prófugas venturas
Latente doçura entre pálidos afagos.
Nos mirrados campos celestes, hei-lo que avisto
Em abstratas vibrações, aves revoantes contornam o vazio
Vertiginoso silêncio inunda-me as pálpebras
Rija ligadura é rompida no mistério da inexistência
Num expiro é levado o meu derradeiro alento
O prumo, o último resquício de mim...
Nada mais resta senão...
Um tísico suspiro de saudade.
A sombra
imagem
um corpo disforme
caleidoscópico
um desenho fosco
disforme
um corpo
tosco
cândido
frívolo
vil
um corpo
disforme
e fazia-se ponte, e pedra, e névoa
e coisa nenhuma
Autobiografia
Sou pó.
Matéria dispersa na imensidade do inacabado Substância oca... Do sopro Do nada.
O mês de Outubro é especial, pois celebro a graça Divina da vida, um presente que merece ser comemorado e partilhado com amigos e familiares, desde já agradeço a todos que me devotam consideração, respeito, admiração, carinho... peço a Deus que me permita viver bem para saber valorizar o grande presente que tenho de conhecer pessoas novas que me alegram com sua presença, são essas pessoas que passam por nossas vidas e quando nos separamos a distância nos machuca, mais somos persistentes em renovar nossa amizade com um simples telefonema, recado, e-mail. Durante esse tempo as experiências profissionais me permitiram amadurecer, mais sem esquecer os princípios para ser um homem ético e coerente sem deixar me levar pelas correntes que insistem em destruir a virtude que há nos relacionamentos pessoais, Por isso lembro uma pessoa muito especial, que mesmo com todo atropelo, foi quem esteve do meu lado nestes últimos quatro anos, e que foram os anos mais marcantes, pois nesse período conquistei a aprovação no vestibular, realizações profissionais, entre outras conquistas pessoais, Myrelle Andreza saberá com certeza narrar minha história, pois adquiriu propriedade com a convivência, esse seu mérito só não é maior porque acima dela existe quem me gerou, me fez vir ao mundo, me criou, me alimentou, me educou e fez de mim quem sou hoje; minha mãe, a pesar de não ter usufruído, na infância e juventude, de certos supérfluos fez questão de se preocupar em fazer o melhor para mim, é por tudo isso que faço questão de celebrar esse dia tão especial, assim como uma onda no mar, tudo é novo a cada segundo e acredito que nada é mais excitante do que saber que a cada dia escrevemos uma página de uma história que em nada é igual a de nenhum ser existente no universo, somos único! Muito obrigado por existirem na minha vida, aos meus familiares, aos amigos do trabalho, da faculdade, da Igreja, aos mais íntimos que entram em nossa casa e abrindo a geladeira nos dá sinal de que nossa amizade é a melhor do mundo, em fim cada um tem de mim exatamente o que cativou, e por isso mesmo que cada um é responsável por nossa amizade.
Foram dois dias de festa, a animação tomou conta da turma da LB1 do primeiro período UFRPE em Maria Farinha nos dias 03 e 04 de outubro, para marcar o início das aulas, as novas atividades, e as novas amizades, dessa forma nada melhor que uma comemoração a altura. Com certeza foi muito agradável o clima de confraternização, com mesa farta e muito conforto, alguns não puderam participar, mais esperamos poder contar com todos nas próximas, e com certeza virão, Até lá!!!!