Karoline Serpa

Karoline Serpa tem 22 anos é estudante de Letras pela FAMASUL/Palmares-PE, cidadã de Primavera, município localizado a 60 KM da capital pernambucana; Recentemente começou a escrever poemas que traduzem sentimentos da alma, poemas fúnebres. Sua atitude traduz a dedicação de uma jovem comprometida com a popularização da leitura como sendo propriedade do bem comum, seus trabalhos: Ecos de um Cemitério
Acalanto
Elegia
Casa inabitada
Autobiografia
A sombra Reverter-me-ei ao que ora sou
Além de sua sensibilidade, Karoline é agradável e de uma doçura especial, realmente seu trabalho deve ser valorizado e divulgado, não somente pela grande consideração e respeito que lhe devoto, mais por descobrir seu talento, que até então desconhecia, em fim desejo sucesso e sorte, você merece!.
Elegia A meu Pai Valsa melodiosa em meu peito canta Envolta no palpitar trêmulo desta lembrança Doces recordações em sinfônica brisa Achegam-se à alma pueril de outrora criança. Ternos acalantos revestiam noites assustadas Embalada no tênue aconchego de mãos cansadas Um espelho quebrado reflete prófugas venturas Latente doçura entre pálidos afagos. Nos mirrados campos celestes, hei-lo que avisto Em abstratas vibrações, aves revoantes contornam o vazio Vertiginoso silêncio inunda-me as pálpebras Rija ligadura é rompida no mistério da inexistência Num expiro é levado o meu derradeiro alento O prumo, o último resquício de mim... Nada mais resta senão... Um tísico suspiro de saudade.
A sombra imagem um corpo disforme caleidoscópico um desenho fosco disforme um corpo tosco cândido frívolo vil um corpo disforme e fazia-se ponte, e pedra, e névoa e coisa nenhuma
Autobiografia Sou pó. Matéria dispersa na imensidade do inacabado Substância oca... Do sopro Do nada. Jactâncias? (risos) Tolice. Pulvis est! (et in pulverem reverteris)
Escrito por JAMERSON às 01:22
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